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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Para Elizabeth, Que Esqueceu A Paixão.


E então, não mais apaixonou-se.
Pobre Elizabeth.

Não mais quis saber qual a sensação
da chama que queima em seu peito.
Nem sentir as incontrolaveis batidas
de seu acelerado coração.

A paixão, dizia Elizabeth,
era entorpecente droga da mente,
a droga que desligava a razão.

Preenchia os dias de um sol brilhante
e soprava em seu pescoço
a mais refrescante brisa da estação.

No entanto, bem sabia ela:
A paixão a deixaria nua no deserto,
quente e seco, caso não houvesse retribuição.

E assim, Elizabeth, não mais se aventurou.
Viveu a vida com cautela e solidão do ser
que está no mundo somente por estar,
sem viver loucuras de uma chuva de verão.

Sem mais ver os olhos, aqueles olhos
que iluminam a alma:

O delírio de uma e outra paixão.

Pobre Elizabeth, morreu em vão.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Simples, Insaciável.

Imagem de Hieronymus Bosch

Sou pano de prato
Ora sou o escritor
Sou o que dorme e não quer acordar

Posso ser fatos
Ou os fatos compor
Bem ou mal, sou o que puder falar

Vagando pelas ansiedades
Sou vagão à procura
De novas estações pela velha cidade

Começo muitas vezes
Poucas vezes as termino
Sou o menino que enjoa fácil do que experimenta

E assim me crio, como cria solta pelo mundo
À espera da experiência utópica e perfeita
Que em mim saciará a sede, algum dia. Talvez.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para onde caminham todas as flores?


Plátanos, por Robson Rogers






Bastaria ver como são feitas,
Olhando o amor intenso de suas composições.
Como são belas!

Presenciaria seus nascimentos,
Admirando a alma que há nelas por dentro.
Tão vivas.

Sentiria o aroma de suas passagens,
Pensando em seus caminhos...
Deveriam ser multicores.

Bastaria, deveria.

Saber para onde caminham todas as flores?

Mas não seria o bastante.

São secas como no outono,
O ciclo que despedaça suas belezas.
A contaminação da planta

Não as olharia mais,
Tampouco as desejaria.
São secas como no outono.

Não sentiria seus perfumes,
Não as poria na boca,
Não presentearia o amor.

São secas como no outono.




segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Oceano Amarelo


Borbulhenta água chá
Abre-se em pequenas ondas oscilatórias.
O corpo desnudo vagueia por entre aquele vasto líquido de lembranças.

A boca, ainda cheia de ar, prende-se
Na coragem de poder mergulhar profundamente.

Mãos que puxam para si as mais variadas memórias,
Pés que empurram para longe o presente.

Ruma-se ao passado em bela viagem gloriosa
De volta às nossas verdades, à nossa terra,

Ao lar, onde, nas profundezas desse oceano cor de mel,
Residem nosso eterno descanso emocional.

A viagem de ida para quem de lá não mais voltará.
Nadando, nadando...

Até perder o fôlego,
A consciência.

Para sempre dormir como a criança que,
Antes de desfalecer, escuta a tenra voz de seu velho pai,
Aquela velha estória de fazer ninar:

- Era uma vez...


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dois


Talvez opostos de um mesmo igual,
O olhar negro em que me perco indagando tais motivos.

Há um silêncio sofrido e enrustido no canto da boca:
A autodefesa que esconde do mundo suas verdades
E essências.

Haverá ainda em nossa trilha duas belezas complementares:
A busca de respostas no pretérito da ação humana
E a incessante busca pelas revelações observadas.

O elemento terra e o ar.

Formas mais próximas da perfeição
Por conter em seus cernes o grosteco e o sutil.

O mashup que revela, em seus microcosmos,
Ardentes e sedentos

O que, antes de juntar aos homens,
Não se pode explicar e deve ser saciado.

(a vontade de existir)




quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Olhos Cansados


A ardência que me incomoda no olhar é seca,
Gélida insensata sensação de não saber

O que nos leva adiante?

Amor?
Paixão?
Ódio?

Suspiro por sabê-lo inútil aos meus ouvidos
Um silêncio que me afaga, mas que desprezo.
Um rumbar de tambores que anunciam...

O que? Eu não sei.

O que vem a ser esse propósito de existir por existir?
De onde vem esse tempo infinito irreal que seca minha pele
E enruguece minhas mãos?

Quando aqui chegamos, abrimos os nossos olhos
Umedecidos pelas lágrimas do desconhecido.
E, quanto mais fomos observando, mais secos de olhos e coração
Nos pareceu sentir a razão.

Medo?
Decepção?

A tristeza e o cansaço de ainda ver e se perguntar: por quê?

Quando aqui, sobre os olhos minhas pálpebras caírem,
Aqui descansarão irremediavelmente, para todo o sempre, 
Levando consigo as histórias e visões de uma raça que não soube entender, 
Não soube encontrar nada além do que seu destino final: a morte.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Descrença poética?


Confesso que me parece não haver pessoas que não tenha conhecido
Lugares que não tenha andado, sentimentos que não tenha sentido.

Observo cada olhar na busca de uma incógnita que me faça afeiçoar,
Imaginando, quando a encontro, até que ponto,  seria lá uma verdade poética,
Ou uma mentira lúdica, a cintilar.

Afinal, a que lugares poderia ainda esta vida me levar, que eu já não tenha visto?
E quantas faces mais em confronto me colocaria?

Na cabeça, vivem as dúvidas e dissimulações de quem não quer mais ver:

Até que ponto podemos ser dignos de poetizar, dando significados terrenos ao divino,
Que um dia temo desmoronar, rasgando o fino pano vermelho, divisor da arte e de sua verdade.

Aplaudir? Já não dá mais.

O fato de cada vez mais exaustos, temermos o dia em que nada se encontrará.
E o medo de crer tornar-se-á, então, o maior de nossos pecados.

A arte da platéia, que não mais encanta-se com o show, por sabê-lo finito,
Esquecendo-se de vivê-lo para pensar no amanhã que, antes de incerto, é vislumbrado por nossos olhos doentes, construído por nossas mãos calejadas, e distribuído por nossas vozes fracas.


"Até onde somos responsáveis pela nossa realidade e ela por nós?"

Canso-me de tentar descobrir...


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rosar




Como diriam as rosas, uma breve brisa a ventar
Como se nada houvesse e lá estivesse a esperar

Rosa, como não rosar?

Rosa não vermelha
Lá esperará até secar

Enquanto não ventar, não se despedaçará
Enquanto o sol bater, lá irá murchar

Rosa, rosada, não vermelha, mas rosa de ar
Rosa de amar...
Lá irá crescer...

E se o inverno vier, congelará
Sendo, nem por isso, seu perecer
O rosa mais rosa que florescerá

Entre a estações irá permanecer
Os dias sozinha a aguardar

E quando o sol a iluminar, no verão ela estará
Da cor mais viva de todas
Antes de então cair, e ao chão se enterrar

Um riso alto irá soltar enquanto as pétalas despedaçar
E mesmo assim, lá, eternamente irá viver

Pois o eterno, mais do que isso, eternizará o seu rosar
Que jamais a fará esquecer, tudo aquilo que, um dia,
 Eternizou o seu amar.

_______________________________

Publicada originalmente em 03/07/2009



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viver

Auguste Rodin - Pierre de Wissant


Viver dói, viver não dói.
Viver alegra, viver entristece.
Viver desafia, viver é rotina.

Viver desmotiva, viver contagia.
Viver é moleza, viver dá trabalho.
Viver é cantar, viver é calar.

Viver são caminhos, sem caminhos.
Viver é viver, e viver é morrer.
Viver é sorte, viver é azar.

Viver é ouvir e fazer barulho.
Viver é ver, ver não é enxergar.

Viver é presença, e ausência também.
Viver é dualidade da vida.

Viver com, ou viver sem, não importa.
O importante é viver.

Viver escolhendo ou escolhendo não escolher.
Afinal, "uma vida são muitas vidas vividas
em uma só vida".

Ora viva com dor,
Ora viva alegria.
Viver é viver.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Senhor Guia















Um de meus muitos desejos
Contemplo nossas vidas, em companhia
Harmonia infinita indescrita por falta de palavras

És onde encontro força e fé
Meu caminho a seguir, sem medos
Filho de Diana, és presente divino em minha vida

De versos, e teus beijos
São feitos meus poemas, com tua magia
Plenitude que encontro em teus olhos e palavras

És onde encontro amor e fé
Um presente da vida, do destino que almejo
Faz parte de mim com sua presença em meus dias

Fácil seria querer-te, amar-te
Difícil seria perder-te
Impossível, seria esquecê-lo.

Sempre meu melhor amigo
Melhor amante

Que nosso amor perdure enquanto houver esperança,
respeito,
carinho,
companheirismo.

Reconheço a alegria contigo
O amor

Que nossas vidas sigam unidas pelo desejo de sermos,
de sentirmos,
compartilharmos,
e vivermos.

Hoje e sempre, que assim seja.



Senhor de Estranhas Manias

















Cativas minha alma
Cativas minhas palavras e pensamentos
Dom que quase nenhum outro possuiria
Cativas desejos por arte

Meu senhor de tardes tardias
Faz crescer em meu peito a esperança
Em dias onde reconheço a alegria
Não seria difícil amar-te

Cativas minha sorte
Cativantes palavras que eleva-me em seus momentos
Preso à mais ínfima sintonia
Cativante desejo de te ser fiel por morte

Senhor de estranhas manias
Faz-me forte ao ler teu brilho de criança
Dias que me pergunto por onde andarias
Não seria fácil perder-te:

Raio de sol que ilumina.
Fonte de energia que contemplo.
Parte de mim, seja sempre poesia,

viva,
pulsante,
por entre meus olhos
dedos,
dia-a-dia.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Suicídio


Nesta noite afagar-te-ei os cabelos.
Deitar-me-ei sobre a ferida aberta
afim de esmagá-la impiedosamente.

Contar-te-ei o que fizeste
com o intuito de difamar teu nome em vão
Buscar-te-ei, oh sol,
Queimando-te feito como carvão

Nesta noite ser-te-ei cruel
vendendo minha alma por trocados,
atirando-te as moedas na face.

Começarei despindo-me do pudor
até que despir-me-ei de minha própria pele.

E que morra em carne e osso.

Matando-me mais rápido
ao matar-te lentamente,
e silêncio.

Nesta noite roubar-te-ei a vida
ao roubar-me, a minha.


Por: Robson Rogers

Convulsão


I

De olhos fechados deixo a música me invadir
Emocionado pelo suave toque de seus dedos.
As teclas que rápidas se movimentam
E formam a nossa mais bela melodia.

"Por onde esteves?" Ela me pergunta.
Onde minha alma estava que só agora voltou?

Silêncio.

"Estou aqui", me diz a voz.
Toco meus dedos suaves no piano
Enquanto evito olhar-te atrás de mim
De pé, observando-me.

Lembra dessa?

"Veja como é tão..."
"Eu jamais poderia esquecer.
Esperei mil anos para poder tocá-la."

"Venha, feche seus olhos junto aos meus
Não fale nada, apenas escute.
E tocarei mais um pouco daquele doce som
O doce som que saem de suas, de minhas mãos."

Somos nós, mais uma vez...

"Você estava atrasada, sabia disso?"
"Sim, Você também estava."
"Feche os olhos e escute.
É a nossa música."

"Toda vez que ela tocar eu vou estar perto de você.
Toda vez que ela tocar, você estará comigo."


II

Quero chorar.
Fechar meus olhos e nunca mais abrí-los.

Quero apenas ouvir o tocar daquela doce melodia
Rá, como se você soubesse tocá-la.
Como se fosse ser tão sensível a ponto disso.
De saber como tocar suavemente cada tecla.
Cada nota.

"Escute."

É o tocar do piano.
Aquele que não quis aprender a amar
Aquele que não soube como lidar.
Veja como hoje dele saem lindas notas,
Notas que jamais serão criadas a partir de seus dedos.

Notas esquecidas, deixadas para trás,
Notas que você não quis aprender.
Veja o que sobrou,
Uma sala vazia, e cheia.

Cheia de recordações.

"O piano? eu o levei..."

Pois é. Hoje aprendi aquelas notas.
As notas que toco, compondo a mais bela das melodias.
Melodia que só faço nascer por mim, ...para mim.

Mais rápido, mais lento.
Frenético.

Percebe que o toque de suas mãos não são mais os mesmos?
Percebe?
Que já não há suavidade.

Pois é...

Perdeste o dom!
(Se é que se pode perdê-lo)

Mas não importa.
Ainda lembro da canção.
Lembro da suavidade do toque
E da esperteza das mãos.

Antes ávidas.
Hoje, tão... mortas.
Uma melodia que se eternizou dentro de mim
E ecoa...

Grita!

Cada vez mais eufórica.
"Escute-me!"

"ESCUTE-ME!"


III

Será Debussy?

Vaguei...
Sujei minhas mãos.
E jamais irei me perdoar
Sujei tuas mãos...

Quero morrer por isso.
Ser levado.

Não, não...
Quero que você esqueça.

Desapareça.

Pense que só fui um sonho. Uma ilusão.
Finja que não existo.
Sim.
Eu não existo...

Existo?

Silêncio.

Somos livres!

É, somos livres sim. Veja como isso é maravilhoso.
Veja como isso é digno, é...
É viver!

É...
Sim...

Você talvez tenha razão.
Talvez não seja o bastante.
Talvez liberdade não seja o bastante.
Talvez falte.
E Sobre.

Sim,
Eu sei,

Também te amo.



Aves Carniceiras


Todas as noites, vampiros
Vem sugar meu sangue
Na calada da noite sob
Os mais variados disfarces

Elegantes vem provocar
Em mim a sede conhecida
Querem meu corpo,
Minha alma e minhas faces

Pois hoje vou lhes negar
O alimento com que sonham

Se antes janelas permaneciam abertas
Hoje as fecharei em vossas fuças

E que digam que sou cruel
Ou que nada lhes valho

Crueldade são os vossos miolos
Doentios, um insulto à natureza

Agora voem, seus abutres
Criaturas podres de alma e de pensamentos

Não há sangue
Não haverá mais vida em minha vida
Que venha algum dia a lhes servir
A contento

Pobres sanguessugas



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Comunhão


Queria andar pelas ruas de lugar algum
Vivendo sonhos dos quais já não lembro nenhum.
Talvez subir em uma montanha bem alta,
Até que da realidade já não sinta falta.

“Confias em mim, como confio em ti?”
“Da mesma forma em que te amei outrora, e um verdadeiro amor conheci.”

Eram as palavras dos amantes que eu não mais sentia.
Por isso que, triste, já não subo as ruas, nem percorro as montanhas, como outrora fazia.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dramatizar


Pago o preço pela distração.


O encantamento oriundo do ilusório, das possibilidades existentes
pelos desejos do subconsciente.



Uma festa meus caros!
Um desfile de mentiras ou verdades inconcretas.
Como é doce sonhar.

Só não esqueçam que o doce em demasia causa diabetes.

Até onde me levarei com esta inconsistência?

Nesses momentos a loucura me parece bondosa.
Cega com a doçura, desamarga o gosto das derrotas
suprimindo as faltas de nossa alma.

A loucura chama-se arte,
a arte de mentir e fingir para si e para os outros que o que se faz
tem um significado maior do que o de nos preencher um vazio.

Arte escrita,
arte expressa em tintas multicores,
arte em atuar.

Finjo que o sou,
finges que acreditas,
fingimos por nossos próprios interesses fingindo pensar que é por um bem maior.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Andarilho


Na calada da noite sumi para que me vissem jamais.


Não estava frio ou quente,
estava indiferente,
como meu coração.

Não havia vento para sentir, ou grilos a guizalhar.
Havia apenas silêncio.
O mesmo que vinha de meu próprio peito.

A noite não era negra ou iluminada.
Podia-se ver metade de uma face da lua
e algumas estrelas.

Em pavor, tentava a fuga,
mas ninguém tentou impedir.

Nem os grilos, que lá estavam quietos,
ou a lua, com sua face semi encoberta.

Nem ninguém..

Nem mesmo meu coração disparou para me alertar.

Que fuga seria essa, então, afinal?

Pensava que era fuga quando partir era a proibição.
Mas a verdade era que nada me proibiria de partir.

Então entendi. Não era fuga.

Senti meu peito estalar
percebendo quão era seu peso.

Sim, eu quis voltar.

Infelizmente, quando se descobre o que é, não se pode mais.
A fuga era do que me aprisionava,

e o que me aprisionava era

a liberdade!



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Maçã


Amaldiçoado sou ao sonhar com o cheiro da carne.

O desejo que me fascina e mata,

Fazendo reviver a lembrança



Pois é certo,



Haverá em cada hora vivida uma saudade

E em cada minuto esquecido, um vazio...



Amaldiçoado sou por ser 'vivo'

E abençoado por viver.



Que o cheiro suave persista

Até quando eu não possa mais saber



Para que assim, na luz de um tempo imprevisto,

Possamos gozar de tal fruto

E de sua fonte eterna beber.




segunda-feira, 9 de agosto de 2010

00:39


Diferente, quem sabe, daquele momento onde só se podia ver o tempo dobrado.

Meus olhos sedentos que viam os mesmos numerais, os mesmos ordinários.


Foi na busca de um mistério que encontrei minha falta de tino.


Prostituição mental é o que faço, quando me deixo levar pela repetição das horas.

E na noite, então entendi...

Não nasci para ver as mesmas coisas, nem reler mesmas histórias.

Nasci para intervir no tempo, para que este, um dia, intervenha por mim.


Que se danem as horas repetidas de minha labuta,

Que me fazem ver sempre as mesmas 14:14 horas.


Vida à meu mundo,

Que se faz acordar,

Quando vou dormir...



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre Quedas...


Cairemos muitas vezes.
E eu sei. Sim! Doerá.

E que nos estedam muitas mãos.
E tornaremos a levantar.

E um dia: que aprendamos a fazê-lo,
Para que possamos nós mesmos levantar.

E por Deus: que voltemos a cair
Para a cada queda levantar,
Obtendo o ganho da experiência
E nossa arrogância afastar.

Até que um dia, enfim:

Que caiamos de vez.
Ou caiamos jamais.


Por: Robson Rogers

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